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Como fazer uma manutenção preventiva para fábricas?

dezembro 14, 2018
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Tempo de leitura 6 min

O sucesso produtivo e a geração de lucro dependem diretamente do bom funcionamento do chão de fábrica, com funcionários e maquinário em perfeita integração. Como o tempo e o espaço são cronometrados para que a linha de produção mantenha seu fluxo de trabalho, qualquer defeito de equipamento pode gerar atraso e prejuízo de grandes proporções. A manutenção preventiva para fábricas visa eliminar esse risco.

Invariavelmente, os equipamentos precisam de manutenção, por desgaste de componentes, desregulação das partes ou necessidade de reposição de aditivos. Quem espera chegar na situação limite para tomar uma atitude ignora a economia e a praticidade que o bom planejamento traz à gestão industrial.

Continue lendo para entender como a manutenção preventiva pode beneficiar a sua empresa!

Quais os modelos possíveis de manutenção?

Manutenção corretiva

Existem três formas de pensar a manutenção: corretiva, preventiva e preditiva.

A primeira foca o problema, só sendo realizada quando não há alternativa, pois sem ela a produção ou a segurança estará comprometida. Quando o orçamento é pequeno e o gestor é inexperiente ou muito sobrecarregado, seu trabalho se resume a apagar incêndios, seja na gestão de pessoas, seja na contabilidade, na relação com clientes ou, como na manutenção estrutural.

Existe uma lógica perversa por trás dessa forma de gestão: quanto menos planejamento, mais urgências surgem no dia a dia, demandando atenção exclusiva e direcionamento de recursos inesperado. É preciso quebrar o ciclo para ganhar mais tempo e gastar menos dinheiro.

Manutenção preventiva

É simples de programar e realizar. A partir da média de vida de cada componente, o fabricante sugere um prazo para revisão, troca ou reparo.

Os prazos de todos os equipamentos são concentrados em um calendário de manutenção que combina as recomendações de fábrica, os sinais de alerta e os horários de funcionamento do equipamento, evitando a perda de produtividade. Além de aumentar a eficiência do chão de fábrica e a vida útil do equipamento, ela reduz os riscos de acidentes trabalhistas e ambientais, assim como os encargos decorrentes deles.

Manutenção preditiva

Pode ser entendida como um desdobramento da preventiva, ainda mais eficiente e precisa. Com a chegada da indústria 4.0, a tendência é realizar intervenções de acordo com a necessidade real (em vez de estimada) de cada equipamento, o que já vem sendo testado em fábricas de altíssima tecnologia, mas ainda não é a realidade do mercado.

Em um modelo analógico, é preciso fazer checkups frequentes para avaliação dos componentes — o que envolve a presença de um especialista, o desmonte de estruturas complexas e o dispêndio de um período de tempo considerável.

Com a chegada de sensores, da inteligência artificial e da internet industrial, essa possibilidade se tornará cada vez mais atrativa.

Por que escolher a manutenção preventiva?

Enquanto a manutenção preditiva não é uma realidade tecnológica e financeiramente viável para a maior parte das empresas, a manutenção preventiva já está muito bem consolidada e é utilizada com grande sucesso e simplicidade por todos os setores industriais em negócios que vão do micro ao macro.

Afinal, entre esperar que um problema aconteça e evitá-lo, a segunda alternativa é muito mais chamativa para os gestores, especialmente por não apresentar custos extras, mas reduzi-los.

Conheça algumas de suas vantagens:

  • redução dos custos operacionais, com técnicos e peças de reposição selecionados com antecedência;
  • ampliação da vida útil dos equipamentos;
  • maior qualidade do produto, melhor cumprimento de prazos e fidelização de clientes;
  • economia com multas e interdições resultantes de crimes ambientais;
  • menos despesas com indenizações por acidentes trabalhistas.

Como fazer a manutenção preventiva na sua fábrica?

Conheça os seus equipamentos

Tudo começa com o planejamento. É preciso catalogar todo o maquinário, considerando fatores como data de aquisição, última revisão total ou parcial e o intervalo máximo que pode acontecer entre uma manutenção e a seguinte, de acordo com as informações fornecidas pelo fabricante.

Uma tabela com esses dados serve de base para traçar o calendário de manutenção dos próximos meses ou até anos.

Avalie o nível de dificuldade e o tempo necessário

Se a máquina precisa de certo cuidado com grande frequência (como troca de óleo, amolação ou limpeza de um componente), é de praxe que a sua engenharia seja adaptada a essa necessidade, permitindo que a tarefa seja executada de forma ágil por pessoal não especializado. Algumas manutenções podem ser realizadas pelo operador do equipamento como parte de sua rotina.

Quando chega a hora da manutenção preventiva de componentes mais complexos, porém, cresce o grau de dificuldade e o tempo de paralisação necessário, o que deve ser considerado tanto no orçamento (profissional especializado e peças de reposição) quanto no cronograma de atividades da empresa.

Faça treinamentos

Mesmo com a manutenção preventiva para fábricas, existe o risco de mau funcionamento do maquinário, o que pode retardar o ritmo de produção, infringir leis ambientais ou até mesmo causar um acidente de trabalho.

Antes de chegar a uma situação extrema, o equipamento pode dar sinais de que algo não está indo bem, mas os treinamentos serão inúteis se a equipe não souber identificá-los.

Cada funcionário deve conhecer a fundo o equipamento que utiliza. O Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) e a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) são responsáveis por informá-los.

O tempo gasto em um treinamento de qualidade retorna para a empresa como menos despesas em acidentes e ações trabalhistas, menor chance de paralisação da linha de produção e maior vida útil de suas máquinas.

A manutenção preventiva para fábricas já é uma prática generalizada entre as empresas de sucesso, e não é por menos: seus benefícios são inquestionáveis. Funcionários mais seguros, linha de produção com capacidade otimizada e em conformidade com a legislação ambiental são condições básicas para que uma indústria cresça e se destaque sem afetar negativamente o meio ambiente e a própria equipe.

Quem pensa além do curto prazo sabe que prevenir é sempre melhor do que remediar.

Agora que você já entendeu como ocorre a manutenção preventiva, que tal conhecer os parâmetros para medição e controle de odores na indústria?

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