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O que é DBO? Entenda o conceito da demanda bioquímica de oxigênio!

janeiro 10, 2019
O que é DBO? Entenda o conceito da demanda bioquímica de oxigênio!
Tempo de leitura 6 min

O tratamento de efluentes é uma obrigação legal que beneficia não só a natureza, mas também a qualidade de vida das pessoas. Uma das grandes aliadas nesse processo é a análise da Demanda Bioquímica de Oxigênio. Mas você sabe o que é DBO?

Tal conhecimento é muito importante para gestores de indústrias, uma vez que esses estabelecimentos são os maiores responsáveis pelo depósito de poluentes nos cursos d’água. Para evitar impactos ambientais, é essencial que os rejeitos produzidos nos processos industriais sejam adequadamente tratados antes do descarte.

Este post traz as informações necessárias para você saber em que se baseia a análise da DBO e a importância da sua utilização. Além disso, também explicamos o que é a Demanda Química de Oxigênio. Vamos lá?

O que é DBO?

A Demanda Bioquímica de Oxigênio é a quantidade de oxigênio requerida por microrganismos, sob temperatura controlada, para oxidar a matéria orgânica presente em ambientes aquáticos, em condições aeróbicas.

O valor da DBO é útil para determinar a carga orgânica do meio líquido, sendo um parâmetro que identifica a necessidade de aeração (oxigenação) para decompor a matéria orgânica em estações de tratamento de esgoto (ETEs). Para isso, basta comparar a DBO do esgoto antes do tratamento com o efluente final.

A decomposição da matéria orgânica é um importante processo natural responsável pelo ciclo de nutrientes nos ecossistemas. Nos meios aquáticos naturais, livres de rejeitos, a concentração de matéria orgânica é baixa pelo fato de ser oriunda apenas de restos vegetais e animais mortos.

Assim, em ambientes pouco impactados, a DBO é baixa e a concentração de oxigênio dissolvido é alta, mantendo o equilíbrio. A fotossíntese e a areação da água compensam o oxigênio consumido pelo processo de decomposição da matéria orgânica.

No entanto, águas poluídas — ricas em compostos orgânicos provenientes de indústrias e residências — usam uma grande quantidade de oxigênio para decompor essa matéria, reduzindo a concentração de oxigênio dissolvido. Em alguns casos, o nível de oxigênio pode cair drasticamente, levando a morte de animais aquáticos e desequilibrando esses ambientes.

Nas ETEs, os efluentes, após passar pelo tratamento primário, são encaminhados para o tratamento secundário. Nessa etapa, ocorre o tratamento biológico a partir de microrganismos, reduzindo assim sua DBO.

Portanto, a análise da DBO de um efluente serve para informar se ele pode ser lançado aos cursos d’água sem comprometer a concentração de oxigênio e desequilibrar todo o ecossistema da região em questão, evitando a morte de peixes e outras espécies animais e vegetais.

Como determinar a demanda bioquímica de oxigênio?

A determinação da DBO é importante para descobrir o nível de poluição dos efluentes líquidos, além de medir a eficiência de uma ETE, como foi dito anteriormente.

A baixa taxa de oxigênio dissolvido (OD) em um recurso hídrico pode indicar a atividade de decomposição de matéria orgânica por microrganismos. Dessa forma, quanto maior for a DBO dos efluentes, mais alta será a decomposição de matéria orgânica, com menor concentração de oxigênio.

A análise que determina a DBO é feita com a coleta de uma amostra e determinação da concentração de OD no mesmo dia. Em seguida, essa amostra é mantida por 5 dias em um frasco com temperatura de 20°C. Após a incubação, a concentração de OD é medida novamente e calcula-se o oxigênio consumido para oxidar a matéria orgânica do dia 0 ao dia 5 (DBO5).

Veja, a seguir, os fatores químicos, biológicos e físicos que influenciam a DBO:

  • presença de oxigênio dissolvido;
  • microrganismos — é preciso existir uma mistura de microrganismos capazes de oxidar a matéria orgânica em água e gás carbônico;
  • nutrientes — ferro, cálcio, nitrogênio, fósforo, magnésio e enxofre, além de outros, são indispensáveis para a manutenção da vida dos microrganismos;
  • temperatura — fator importante para qualquer reação bioquímica acontecer, podendo aumentar ou diminuir a velocidade da reação de oxidação;
  • pH — a faixa de pH ideal para garantir a sobrevivência dos microrganismos nas reações da DBO é de 6,5 a 8,5;
  • tóxicos — chumbo, cádmio, mercúrio, zinco, cobre, cianetos, entre outros, podem matar os microrganismos e interromper as reações.

Você sabe qual é a diferença entre DBO e DQO?

A análise da Demanda Química de Oxigênio (DQO) é muito expressiva na determinação do nível de poluição da água. Ela é um processo de oxidação química que utiliza o dicromato de potássio (K2Cr2O7) como agente oxidante.

O que levou à criação desse método foi a resistência de algumas substâncias ao ataque biológico, sendo necessário o uso de oxidantes químicos. Assim, essa é exatamente a diferença entre a DBO e a DQO: na demanda biológica de oxigênio, não é necessário utilizar produtos químicos para oxidar a matéria orgânica, mas sim microrganismos.

Com isso, o método da DQO é mais rápido. A análise é feita em aproximadamente 2 horas e 30 minutos, enquanto a DBO é realizada em cinco dias. O ideal é aliar a análise da DQO com a DBO para determinar a quantidade de oxigênio dissolvida nos rejeitos e o potencial de biodegradação, evitando a poluição dos mananciais que receberão os efluentes industriais.

Por que analisar a DBO?

Devemos ressaltar como é importante a análise da Demanda Bioquímica de Oxigênio para o tratamento de efluentes nas indústrias, já que elas são as principais responsáveis pela poluição dos cursos d’água devido à falta da administração correta dos resíduos gerados em seus processos.

A análise da DBO nos resíduos deve ser feita a fim de garantir que eles não sejam prejudiciais para o meio aquático ao qual serão destinados, pois, se lançados às águas sem tratamento adequado, comprometerão toda a fauna e flora daquela região, desequilibrando o ecossistema.

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