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Tratamento de emissão de resíduos: saiba como a empresa deve fazer

março 19, 2019
Tratamento de emissão de resíduos: saiba como a empresa deve fazer
Tempo de leitura 6 min

O tratamento de emissão de resíduos tem se tornado uma questão central nas empresas. Além de ser obrigatória por lei, uma gestão eficaz do descarte se faz necessária para que o negócio possa continuar a produzir e gerar renda, mas com um impacto ambiental menor. Ou seja, continuar a operar de uma forma mais sustentável e preocupada com as gerações futuras.

Com um bom plano de gestão dos resíduos, a empresa consegue diminuir os custos de produção, por exemplo, com o reaproveitamento de pré-resíduo — uma forma de economizar matéria-prima.

Uma questão que fica no ar, no entanto, é como fazer uma gestão eficiente dos resíduos e, assim, dar uma destinação adequada do lixo orgânico e inorgânico produzido por qualquer empresa. Por isso, o artigo de hoje traz uma série de informações sobre o tema. Confira a seguir!

O que é a gestão de resíduos industriais?

O Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) é um dos documentos exigidos como parte do processo de licenciamento ambiental de uma empresa. Ele vai trazer informações de como a companhia deve tratar e destinar o lixo produzido.

O documento vai estabelecer as regras a respeito dos seguintes pontos:

  • coleta;
  • manipulação;
  • transporte
  • tratamento;
  • reciclagem de todos os dejetos.

Esse processo envolve diversos setores da organização, por ter caráter administrativo, financeiro e legal, entre outros. Para ter sucesso, no entanto, é preciso haver uma profunda mudança na cultura da empresa. É importante entender o impacto dos resíduos no ambiente e na vida das pessoas e a necessidade de reutilizar e reciclar sempre que for possível. Veja como fazer uma gestão com o passo a passo a seguir.

Legislação

O plano de gestão de resíduos deve levar em conta as leis estabelecidas tanto em âmbito local como nacional. Ele é fundamental para garantir o funcionamento do negócio, e o não cumprimento das exigências legais pode acarretar multa e, em último caso, pena de reclusão de até 3 anos.

Diagnóstico

Aqui, é importante fazer um mapeamento completo dos resíduos de uma empresa. É preciso entender alguns pontos centrais:

  • setores ou as ações que mais geram dejetos;
  • quantidade produzida;
  • manuseio;
  • transporte;
  • destinação;
  • mão de obra;
  • gastos.

É preciso identificar também os pontos fortes e fracos desses processos para entender em qual área devem ser depositados mais esforços.

Metas e indicadores

Com o diagnóstico em mãos, a empresa pode começar a pensar em quais serão as metas a serem atingidas com a gestão de resíduos e as ações para chegar lá. Tudo isso, claro, sempre levar em conta a redução do impacto no meio ambiente, sem perder em produtividade.

Sem essas metas, não há como fazer uma gestão eficiente. Elas podem ser divididas em curto, médio e longo prazo, mas, para saber se a gestão conseguiu atingir os objetivos, é preciso estabelecer indicadores de medição.

Participação

Para ter sucesso na execução do plano, é preciso envolver toda a comunidade corporativa. E, como já dito anteriormente, isso começa com uma mudança de mentalidade dentro da empresa. Os profissionais precisam ser participativos nesse processo.

Uma forma de garantir isso é estabelecer um grupo fiscalizador para verificar se as diretrizes do plano são cumpridas e, caso seja recomendado, revê-las.

Como fazer o tratamento da emissão de resíduos industriais?

O PGRS traz algumas diretrizes para as empresas seguirem. São eles:

  • não gerar dejetos;
  • reduzir a produção;
  • reutilizar o que for possível;
  • reciclar;
  • tratar os resíduos não destinados à reciclagem;
  • cuidar da disposição final de forma ambientalmente correta.

No caso dos dejetos produzidos, há um processo a ser seguido. Confira!

  • segregação: os resíduos produzidos devem ser separados por categoria conforme a legislação. Lembre-se de que há uma diferença entre resíduos sólidos e líquidos;
  • armazenamento: em muitos casos, os dejetos precisam ser guardados temporariamente. A forma correta é estabelecida pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT);
  • movimentação: a quantidade e a destinação dos resíduos produzidos devem ser registradas em documentos, sempre atualizadas;
  • coleta: a coleta deve ser feita por pessoas treinadas e em veículos adequados;
  • tratamento: tratar os resíduos significa usar diferentes métodos para alterar as características deles para diminuir ou eliminar os danos que o descarte pode causar ao meio ambiente.

Quais são os tipos de tratamento?

Um bom tratamento de resíduos, no entanto, deve ser aquele que promova a reutilização do que seria descartado em um outro processo, como a compostagem, o processamento ou o beneficiamento. O descarte em aterro ou a incineração aparecem como as piores opções.

Se a companhia não tem tecnologia para isso, pode enviar os resíduos a usinas ou indústrias que conseguem fazer a reutilização da matéria-prima. Veja alguns dos tipos a seguir:

  • reciclagem: reintrodução de resíduos novamente no processo de produção;
  • biodigestor: decomposição da matéria orgânica;
  • compostagem: é feita a partir de um processo de decomposição da matéria orgânica e o produto final pode ser usado no solo, por exemplo;
  • incineração: processo que vai provocar uma diminuição do peso e do volume dos dejetos por meio de combustão;
  • tratamento térmico: vai promover uma mudança nas características originais por meio do calor.

No caso da incineração, pode haver uma contaminação pelo ar durante o processo. Já se o destino for o aterro, é possível que haja uma contaminação do solo e, consequentemente, de rios.

Como usar a tecnologia a favor da gestão de resíduos?

O tratamento e o descarte correto dos dejetos industriais podem ser tarefas um tanto quanto desafiadoras. Por isso, investir em tecnologia nesse processo é fundamental para o cumprimento integral do plano de gestão de resíduos.

O Brasil ainda engatinha quando o assunto é tratamento de resíduos. Na Europa, por exemplo, como não há espaço para aterros, as empresas se mostram muito mais preocupadas em desenvolver novos métodos, em comparação com o País.

Ainda há muito o que fazer. No entanto, existem alguns avanços, como o beneficiamento de metal. Nesse caso, a empresa gera briquetes — um bloco compacto, composto por resíduos — para depois produzir metal. Dessa forma, é possível reutilizar a matéria-prima.

O tratamento de emissão de resíduos é parte fundamental no dia a dia de uma companhia, mas ainda pode ser um desafio para os gestores, porque envolve legislação específica e muitos processos. Por isso, é importante ter a ajuda de uma empresa especializada, como a Dux. Nós fazemos o controle da poluição olfativa para neutralizar gases industriais, tratar resíduos e eliminar odores, seja no âmbito corporativo ou domiciliar. Oferecemos soluções personalizadas para diferentes segmentos.

Se você deseja desenvolver um plano de gerenciamento de resíduos, entre em contato conosco agora mesmo e solicite uma consultoria!

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