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Tratamento do Lodo: entenda mais sobre o assunto

dezembro 12, 2018
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Tempo de leitura 3 min

Toda indústria que realiza o tratamento dos efluentes precisa lidar com o lodo gerado nesse processo. Esse material é composto por diversas substâncias, como matéria orgânica, minerais e coloides.

Além do mau cheiro que o lodo traz, o seu manejo inadequado viola a legislação sobre o assunto, que é bastante rigorosa. Por isso, é importante conduzir de maneira correta o tratamento do lodo, conforme explicado neste texto. Acompanhe!

Quais são as fases do tratamento do lodo?

O processo completo de tratamento do lodo varia em alguns pontos de acordo com a origem do material (se residencial ou industrial, por exemplo) e com qual a fase do tratamento de efluentes em que foi gerado (lodo primário, secundário, terciário ou misto).

De todo modo, é possível apontar linhas gerais comuns a todos os processos, que normalmente contam com quatro etapas: adensamento, desaguamento, estabilização e higienização.

Tanto o adensamento quanto o desaguamento têm objetivos similares. Ambos procuram reduzir o volume do lodo por meio da diminuição da quantidade de água presente.

Depois é feita a estabilização. O objetivo dessa etapa é diminuir a presença de patógenos e eliminar possíveis fontes de odores desagradáveis. Por fim, temos a esterilização, etapa na qual busca-se reduzir o grau de patogenicidade do material, para que ele não cause doenças quando encaminhado ao seu destino. Essa etapa do processo pode demorar até 2 meses, dependendo do método escolhido.

Qual o destino do lodo após o tratamento?

Na maioria dos casos, após o tratamento o lodo é encaminhado para um aterro sanitário. No entanto, existem alternativas mais sustentáveis para a destinação desse resíduo.

Entre as diversas aplicações estão a utilização na agricultura como adubo, na recuperação de áreas que sofrem com processo de erosão, geração de alguns tipos de combustíveis, produção de energia elétrica e até mesmo a confecção de materiais de construção e pavimentação para ruas.

Quais tecnologias podem ser utilizadas?

De forma simplificada, existem duas modalidades de tecnologia que podem ser empregadas no processo de tratamento do lodo: a mecanizada e a passiva.

Sistemas mecanizados se utilizam de filtros, prensas e centrífugas para realizar o tratamento. Embora mais caros, eles permitem um melhor aproveitamento do espaço disponível.

Já os sistemas passivos adotam leitos de secagem e desaguamento e são menos custosos e mais simples de serem manejados. Todavia, demandam mais espaço para implementação.

O que a legislação vigente diz sobre o assunto?

Várias leis, normas e resoluções ditam como o lodo deve ser tratado, destinado e até mesmo reutilizado. A lei nº 6.938 de 1981, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, fala sobre o uso racional dos recursos naturais, bem como o controle sobre atividades com potencial poluidor.

Já a Política Nacional de Resíduos Sólidos enquadra o lodo com um resíduo sólido, que deve ser gerenciado para evitar que seja lançado sem nenhum cuidado no meio ambiente. Por fim, a resolução 375, de 2006, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) traz as disposições sobre como o lodo deve ser tratado e como ele pode ser reaproveitado.

O tratamento do lodo é importante não apenas do ponto de vista legal, já que ele é uma parte essencial para que uma empresa mantenha-se dentro do que estabelece a legislação ambiental. Ele é fundamental também para a manutenção do meio ambiente e da saúde de todos. Por isso, esse processo é extrema relevância.

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